Aproximamos- nos das rodadas decisivas dos principais estaduais do Brasil, caso do campeonato carioca e do paulistão 2013. Com regulamentos distintos o primeiro é composto de turno e returno com final entre os respectivos campeões e o segundo, de turno único com oito classificados, quartas- de finais, semi e finalmente final. Em ambos o jogo que define o campeão é definido após duas partidas.
Há tempos é discutida a chamada importância dos estaduais, visto a baixa média de público e a pouca relevância se um time está bem ou não para o brasileirão. Não são poucos os casos de equipes que são campeãs estaduais e fracassam no campeonato seguinte. Apesar das controversas, os estaduais ainda são um grande parâmetro e treinamento para os chamados ‘’Grandes’’ e serve como importante competição para clubes menores se destacarem e formarem mais torcedores, visto que a disparidade existente no brasileirão impede um ‘’Menor’’ de lutar por uma conquista, algo que pode acontecer no paulistão, carioca, baiano entre outros. Como tornar o estadual então uma unanimidade e aumentar a frequência de torcedores nos estádios?
Com a chegada da copa do mundo e da modernização dos estádios a tendência é que o público aumente desde que existam preços populares acessíveis à população brasileira. Não somos europeus, e precisamos parar de nos tratar como se fossemos. Nossa cultura reflete brigas em estádios, torcidas organizadas violentas e baixo salário mínimo. Concomitante a essas variáveis, temos o pacote pay per view e sportv, canais com transmissão ao vivo, direto do sofá, com o conforto de casa e em HD, muitos casos superior à visão que temos dos estádios pelo Brasil. Por que alguém se sujeitaria a pagar 40 reais inteira ou 20 meia, se sujeitar a um sinalizador acidental, a uma briga de torcida, ou mesmo a uma chuva, enquanto que pode se sentir segura em seu lar?
A dura competição que travam os clubes nacionais com a tecnologia é cruel e por mais que pacotes como sócio torcedor em que um preço é pago mensalmente e dá acesso a todos os jogos, além de descontos em produtos, o que conta para o público ainda são segurança, conforto e preço acessível. Precisamos combinar esses três fatores com a experiência de acompanhar um jogo e vibrar com um gol a poucos metros de seus ídolos. Esse sentimento está esquecido na mente dos torcedores quem sabe com a copa não só isso volte como a frequência e a paixão pelo futebol supere qualquer tecnologia que vier.
CineFutpédia, um blog criado para discutir e avaliar conteúdos diversos com foco sobre temas cinematográficos e do mundo futebolístico. Para quem é fã de cinema ou futebol, ou para os que sao iguais a mim, amantes dessas duas paixões venham conhecer opinar e se divertir neste mais novo blogg. Publicações todas as quartas- feiras
quarta-feira, 27 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Até quando?
Há uma brecha enorme na legislação brasileira quanto a crimes em gerais e punições referentes aos esportes. Não quero entrar no mérito da questão de crimes em gerais, pois a corrupção, a troca de favores e a desonestidade estão no cerne do problema que condena uma pessoa que rouba um pão para salvar sua família há cinco anos enquanto que um caso como o do mensalão envolvendo figuras públicas importantes se prorroga sem punições aos culpados. No esporte um caso de doping é considerado grave e pode gerar punições de afastamento do esporte por tempo determinado até exclusão do mesmo, todavia a grande polêmica está no julgamento de jogadores em casos de faltas cometidas ou confusões envolvendo árbitros no caso do futebol.
Um árbitro que marca um pênalti inexistente para a Sertãozinho na segunda rodada da série a dois, e ainda anula um gol legal do time adversário ganha pouca ou nenhuma repercussão na mídia e os envolvidos não são afetados por isso. Em uma semi- final envolvendo um clube grande como o Corinthians e o Santos qualquer erro de arbitragem por menor que seja se destaca na mídia e a punição varia de suspensão do árbitro para rebaixamento do mesmo para séries inferiores. Enquanto encarrarmos um jogo de segunda rodada da série a dois com inferioridade em relação a uma semifinal do paulistão, os péssimos árbitros e os esquemas de compra de jogos continuaram existindo e o problema não se resolverá. Parte da culpa é da mídia que dá destaque para lances envolvendo jogadores como Neymar, mas releva casos como o de Ferrugem da Ponte Preta, que sábado em um lance com Danielzinho do São Caetano, sofreu um carrinho violento por trás e teve que sair de maca com uma fratura exposta.
O Lance de Danielzinho lhe rendeu apenas um cartão amarelo e apesar de ir para julgamento a brecha existente na legislação fará com que o jogador pegue no máximo três jogos de suspensão enquanto que Ferrugem terá que se tratar por seis meses em departamento médico. Toda ação gera uma consequência e independente da maldade ou não de Danielzinho o fato é que ele prejudicou a carreira de Ferrugem e saíra ileso do tribunal. Digamos que a entrada fosse séria o suficiente para impedir o jogador da Ponte Preta de voltar aos gramados, seria certo absolver Danielzinho por ter cometido o ato sem intenção?
Precisamos de leis concretas no Brasil seja no esporte quanto nos crimes em geral. Se alguém, por acidente se envolve em um acidente de carro por uma imprudência sua, ele poderá ser punido com multa e suspensão do direito de dirigir o mesmo deve se aplicar nos esportes, dessa forma o jogador pensará três vezes antes de dar um carrinho como no caso de ferrugem, Ronaldinho Gaúcho e Lucas.
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