São Paulo, Mogi Mirim, Santos, Ponte Preta, Corinthians, Palmeiras e Penapolense: Essas são as equipes que irão participar do campeonato paulista de 2013, que desde a nova formula conta apenas com os 8 melhores do estado, direto em fase mata- a mata. A vantagem dos 4 melhores é ‘’apenas’’ jogar com mando de campo favorável, nas quartas e sucessivamente na semi. A final por fim é composta por dois jogos sendo o último no campo do time de melhor campanha na fase pré- paulista, uma espécie de pré-libertadores em que os melhores do estado tentam as oito vagas e os outros são eliminados.
Querendo ou não essa fórmula do Paulistão que se repete desde o ano passado separa dois campeonatos, o primeiro, uma pré- fase, uma espécie de treinamento em que os grandes colocam reservas (exceção ao Santos que não está na libertadores) e os Tolimas da vida(Penapolense) tentam surpreender e conseguir uma vaga. Por fim depois de 4 meses de pura enrolação com públicos bisonhos de 300 pagantes, o Paulista finalmente se inicia.
O primeiro jogo é no sábado, as 16:15 entre Santos e Palmeiras, teoricamente o jogo mais disputado e tratando de clássico o mais imprevisível. O Santos fez uma temporada até aqui irregular, contando com altos e baixos e se apoiando na sombra de Neymar. Montillo deu pequenas mostras de seus tempos de Cruzeiro e Arouca não está no nível do ano passado; De bom jogadores como Giva, grande revelação, e do regular e eficiente Renê Junior; O Palmeiras tem um elenco inferior, porém desde a fatídica derrota para o Mirassol o time se transformou e ao melhor estilo Gilson Kleina, soube usar dos erros dos adversários e na base da superação avançou na libertadores e se classificou no paulista derrotando o último invicto em seus domínios, a Ponte Preta. Por se tratar de um jogo apostaria no Palmeiras.
Mogi Mirim e Botafogo fazem a partida das 18h30min com favoritismo claro ao sapão, que vêm crescendo sua força desde o ano passado no comando de Guto ferreira (campeão do título do interior e acesso a série c), e hoje vem sendo comandado pelo bom treinador Dado Cavalcanti, com destaque para o meia Felipe. O botafogo de Marcelo Veiga ex- eterno treinador do bragantino, fez um bom conjunto e se classificou, mas em partidas fora de seus domínios o botafogo tem sérias dificuldade de vencer. Se der empate talves passe, mas a probabilidade do Mogi vencer ainda sim é maior.
No domingo temos São Paulo e Penapolense e Ponte Preta e Corinthians. São Paulo obviamente é favorito contra o time comandado por Pintado, contudo a irregularidade apresentada pelo clube paulista, as expulsões e o excesso de confiança podem prejudicar o time e fazer com que Penapolense seja um dos times na semifinal. Por fim Ponte e Corinthians, que devem proporcionar o melhor jogo das quartas. Os dois já participaram de final do Paulista em 1977, e nos últimos anos tem apresentado jogos disputados com vantagem para a equipe de Campinas, que eliminou equipe da capital ano passado, culminado com a sáida de júlio césar do gol. O favoritismo sempre será do grande, devido a força do elenco, e se tratando do campeão da libertadores e do mundial de 2012 não poderia ser diferente, no entanto os times se igualam se tratando de um jogo e pela regularidade que o time de Campinas vem fazendo esse ano. Com Cléber e Ferron, apresentam a melhor defesa do campeonato e William no ataque, o vice- artilheiro da competição. Do outro lado temos Pato, Guerreiro e Emerson, além de Danilo, Ralf e o grande coordenador Tite. Apostaria em um jogo com vários gols e classificação da Ponte Preta.
Que os melhores vencam, os perdedores aceitem a derrota, e os árbitros não interfiram no resultado das partidas.
CineFutpédia, um blog criado para discutir e avaliar conteúdos diversos com foco sobre temas cinematográficos e do mundo futebolístico. Para quem é fã de cinema ou futebol, ou para os que sao iguais a mim, amantes dessas duas paixões venham conhecer opinar e se divertir neste mais novo blogg. Publicações todas as quartas- feiras
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Aos libertados, a Copa do Brasil.
Semana passada, exatamente no dia 3 de abril de 2013 começou a copa do Brasil, tradicional por ter finais com zebras, as quais, hora ou outra vencem a competição, caso do Santo André e Paulista. Esse ano com regulamento diferente do ano passado, 80 times se enfrentam na primeira fase, 40 na segunda, 20 na terceira e por fim 10 para as oitavas, que se juntam aos clubes brasileiros participantes da libertadores da América, caso de Grêmio, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Fluminense e Atlético Mineiro. A CBF planeja com isso tornar a competição mais atrativa vista a presença dos grandes e tentar acabar com as zebras o grande charme da Copa do Brasil.
Não bastasse isso, alterou- se as regras da Sul- americana competição que sempre serviu de consolação para os times que não conseguiam vaga para a Libertadores, e se posicionavam entre o quinto e o décimo segundo colocado. Era comum os times entrarem com formações mistas e priorizarem o brasileirão, que ocorre concomitante a essa pseudolibertadores. Apenas nas rodadas finais que os clubes davam atenção devida, mas pouco importava o título, era quase como um estadual. Foi aí que a mudou o regulamento e decidiram dar ao campeão a vaga na libertadores, mesmo fato que ocorre com o campeão da copa do brasil. No primeiro, no entanto, sendo um campeão brasileiro, a quarta vaga, antes direcionada a esse propósito deixa de existir e aos 20 clubes brasileiros restam três vagas.
Não bastasse os problemas estruturais no regulamento de ambas, as competições interferem no regulamento de outros campeonatos, acabou- se o grande valor da Copa do Brasil e a forma de classificação para o sul- americana também foi afetada. Agora se alguns dos clubes classificados para a mesma chegarem as oitavas de final da Copa do Brasil, uma vaga é aberta para os clubes conseguintes seguindo ordem de classificação no brasileiro passado. Dessa forma até o último colocado e mesmo um time que participou da série b do ano passado têm chances de entrar nessa competição com times do continente sul- americano. Isso tem três consequências:
1-Um time médio poderia ‘’forçar’’ um resultado negativo para saborear uma competição internacional, visto a brecha existente. Isso inclusive já é discutido entre dirigentes e apoiado por torcedores.
2-Com clubes mais tradicionais, a Copa do Brasil, torna a competição mais forte, contudo diminuí as chances de surpresa, ao mesmo tempo em que enfraquece a participação brasileira na competição da América do sul.
3-Pode afetar o regulamento do brasileiro.
Diante deste cenário, tiramos a conclusão de que tais regulamentos foram feitos tentando tornar um campeonato ou outro atrativo, esquecendo, porém das consequências e das brechas que os mesmos geram. O que nos resta é esperar que a CBF veja a marmelada que inventou e retire os grandes da libertadores da copa do Brasil, mantendo na sul- americana, os classificados de 5 a 12 lugar. Cada campeonato de seu encanto próprio, quanto mais alterarmos as regras mais tende- se a piorar e acabar com essas competições.
Não bastasse isso, alterou- se as regras da Sul- americana competição que sempre serviu de consolação para os times que não conseguiam vaga para a Libertadores, e se posicionavam entre o quinto e o décimo segundo colocado. Era comum os times entrarem com formações mistas e priorizarem o brasileirão, que ocorre concomitante a essa pseudolibertadores. Apenas nas rodadas finais que os clubes davam atenção devida, mas pouco importava o título, era quase como um estadual. Foi aí que a mudou o regulamento e decidiram dar ao campeão a vaga na libertadores, mesmo fato que ocorre com o campeão da copa do brasil. No primeiro, no entanto, sendo um campeão brasileiro, a quarta vaga, antes direcionada a esse propósito deixa de existir e aos 20 clubes brasileiros restam três vagas.
Não bastasse os problemas estruturais no regulamento de ambas, as competições interferem no regulamento de outros campeonatos, acabou- se o grande valor da Copa do Brasil e a forma de classificação para o sul- americana também foi afetada. Agora se alguns dos clubes classificados para a mesma chegarem as oitavas de final da Copa do Brasil, uma vaga é aberta para os clubes conseguintes seguindo ordem de classificação no brasileiro passado. Dessa forma até o último colocado e mesmo um time que participou da série b do ano passado têm chances de entrar nessa competição com times do continente sul- americano. Isso tem três consequências:
1-Um time médio poderia ‘’forçar’’ um resultado negativo para saborear uma competição internacional, visto a brecha existente. Isso inclusive já é discutido entre dirigentes e apoiado por torcedores.
2-Com clubes mais tradicionais, a Copa do Brasil, torna a competição mais forte, contudo diminuí as chances de surpresa, ao mesmo tempo em que enfraquece a participação brasileira na competição da América do sul.
3-Pode afetar o regulamento do brasileiro.
Diante deste cenário, tiramos a conclusão de que tais regulamentos foram feitos tentando tornar um campeonato ou outro atrativo, esquecendo, porém das consequências e das brechas que os mesmos geram. O que nos resta é esperar que a CBF veja a marmelada que inventou e retire os grandes da libertadores da copa do Brasil, mantendo na sul- americana, os classificados de 5 a 12 lugar. Cada campeonato de seu encanto próprio, quanto mais alterarmos as regras mais tende- se a piorar e acabar com essas competições.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Não me venha com chorumelas
Todo ano com o encerramento dos estaduais se levanta a questão da importância dos mesmos, bem como o ajuste do calendário brasileiro ao modelo europeu. Os campeonatos nacionais têm início em agosto e a liga dos campeões (semelhante a libertadores) começa em setembro; Encerram respectivamente em junho e maio. Dessa forma respeitam as datas Fifa, principalmente Copa do mundo que ocorre em meados de junho e julho, evitando a pausa constante que, nós brasileiros, presenciamos em épocas de copa. Estaria nosso calendário obsoleto? Que tipo de mudanças a Cbf deveria se submeter para evitar o elevado número de lesões de atletas brasileiros? Como impedir que equipes sejam prejudicadas com a convocação de jogadores à seleção? E por último como tratar em relação ao ‘’charmoso’’ campeonato estadual?
São muitas questões, constantemente debatidas e sem resoluções efetivas, mas de uma coisa todos nós concordamos, do jeito que está não dá. Minha opinião em relação aos campeonatos estaduais é que são de tamanha importância, tanto para formação de novos talentos como para preparação para clubes grandes e grande teste para os pequenos. No entanto com o calendário coincidindo com libertadores equipes como Corinthians, Flamengo, Grêmio constantemente poupam seus titulares, visto que as primeiras fases não têm tanta relevância para definir o campeão do estado.
O flamengo inclusive cogita utilizar um time júnior no carioca de 2014, dando uma pré- temporada maior para seus principais jogadores. Isso acarreta em baixa média de público e pouca valorização dessas competições. A forma que vejo como ideal seria o encurtamento dos mesmos, no caso do Paulistão, por exemplo, seria dividido em dois grupos de 10, com cabeças de chave(Palmeiras e São Paulo em um grupo e Corinthians e Santos em outros), 9 jogos, fase única, 4 classificados e por fim os mata- mata que costumam atrair um público maior. Poderia ter início em agosto e fim em meados de setembro. Isso não só deixaria os estaduais mais atraentes, como ajustaria o calendário.
Quanto ao brasileirão teria início em agosto, junto com os estaduais e fim em maio do ano subsequente, respeitando as datas- fifa. Já a copa do Brasil e libertadores seriam estendidos de janeiro a junho. Junho, julho e início de agosto seriam as datas de pré- temporada dos clubes, evitando lesões e possibilitando que os jogadores jogassem duas partidas por semana sem problemas, como ocorre nos campeonatos europeus.
Essa é apenas uma das mudanças possíveis, e talvez demore até que o embrião denominado CBF tome alguma atitude a respeito. Se pelo menos os estaduais fossem encurtados e iniciados em março com encerramento em abril, isso já resolveria boa parte das contusões, bem como tenderia a aumentar o público e o interesse dos clubes, visto que cada jogo seria de extrema importância.
São muitas questões, constantemente debatidas e sem resoluções efetivas, mas de uma coisa todos nós concordamos, do jeito que está não dá. Minha opinião em relação aos campeonatos estaduais é que são de tamanha importância, tanto para formação de novos talentos como para preparação para clubes grandes e grande teste para os pequenos. No entanto com o calendário coincidindo com libertadores equipes como Corinthians, Flamengo, Grêmio constantemente poupam seus titulares, visto que as primeiras fases não têm tanta relevância para definir o campeão do estado.
O flamengo inclusive cogita utilizar um time júnior no carioca de 2014, dando uma pré- temporada maior para seus principais jogadores. Isso acarreta em baixa média de público e pouca valorização dessas competições. A forma que vejo como ideal seria o encurtamento dos mesmos, no caso do Paulistão, por exemplo, seria dividido em dois grupos de 10, com cabeças de chave(Palmeiras e São Paulo em um grupo e Corinthians e Santos em outros), 9 jogos, fase única, 4 classificados e por fim os mata- mata que costumam atrair um público maior. Poderia ter início em agosto e fim em meados de setembro. Isso não só deixaria os estaduais mais atraentes, como ajustaria o calendário.
Quanto ao brasileirão teria início em agosto, junto com os estaduais e fim em maio do ano subsequente, respeitando as datas- fifa. Já a copa do Brasil e libertadores seriam estendidos de janeiro a junho. Junho, julho e início de agosto seriam as datas de pré- temporada dos clubes, evitando lesões e possibilitando que os jogadores jogassem duas partidas por semana sem problemas, como ocorre nos campeonatos europeus.
Essa é apenas uma das mudanças possíveis, e talvez demore até que o embrião denominado CBF tome alguma atitude a respeito. Se pelo menos os estaduais fossem encurtados e iniciados em março com encerramento em abril, isso já resolveria boa parte das contusões, bem como tenderia a aumentar o público e o interesse dos clubes, visto que cada jogo seria de extrema importância.
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