sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um homem de poder

Um faz de um jogo de futebol um espetáculo? Gols? Emoção? Raça? Neste meio de semana tivemos dois grandes jogos de tirar o fôlego, Santos bateu o Velez nos pênaltis e o Corinthians de modo sofrido, no fim do jogo, fez o gol da vitória contra Vasco, fazendo com que Santos e Corinthians tenham que se enfrentar clássico valendo vaga na final da libertadores. Finais de campeonatos, clássicos e confronto entre grandes equipes têm todos os ingredientes para serem um espetáculo de jogo, contanto que uma figura no jogo seja eficiente, disciplinada, e ética. Auxiliado por companheiros de trabalho que se posicionam ao longo do campo, e vestindo um traje normalmente de cor amarela, o árbitro é parte fundamental de um jogo de futebol. Seus erros podem inverter um placar, e seu poder de punir pode gerar consequências irreversíveis em uma partida.

Constantemente ofendido pelas torcidas que são movidas pela paixão de seus clubes, deve ter sangue frio e coragem para assinalar pênaltis em qualquer campo, independente de pressões externas, caráter para fugir de subornos, e evitar chamar a atenção para si. O grande árbitro é o que passa discreto em um jogo. Mas como e quando surgiu essa figura tão odiada mas necessária no futebol? No início para distinguir do rúgbi, foram criadas regras e uma comissão, que se localizava em um palanque e só se pronunciava caso algum jogador reclamasse de um lance. Com o tempo um jogador foi eleito para ser o que reclamaria de lances que seu time questionasse, e a este deu- se o nome de capitão. Em 1881 surge a figura do árbitro, mas só em 1890, aparecem as regras. Em 1896 o árbitro ganha autonomia para punir os jogadores e os cartões amarelo e vermelho surgem somente na copa do mundo de 1970 no México. Com o tempo as regras vão sendo ampliadas e figuras como bandeirinhas e o quarto árbitro são criadas para auxiliar em um melhor desempenho do juiz. Hoje questionasse se o uso de imagens para revelar lances polêmicos deve ou não ser adotado, visto que isso tira parte da autonomia e autoridade do árbitro.

Por enquanto seguem intocáveis, mas diante de tantas tecnologias sua figura é ameaçada para um futuro próximo. No cinema vale a pena conferir neste fim de semana o filme Mib 3, que vêm com toques de comédia em uma aventura que levará Will Smith ao passado para mais uma missão. Não que mib seja uma unanimidade de crítica e público, mas a trilogia(até agora) inovou ao colocar agentes de frente contra alienígenas em tom de comédia. Normalmente os filmes levam ou para o terror ou para o drama filmes com aliem, por isso quem nunca viu o filme, está ai uma chance para se divertir com ETs pelo mundo e missões mirabolantes.

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