sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vale tudo isso?

Forlan, Seedorf, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Felipão, Luxemburgo, grandes nomes do futebol nacional, que têm o nome consagrado no cenário internacional e surgem como opções aos clubes brasileiros. Seedorf foi cogitado em vários clubes e acabou fechando com o Botafogo, e a mais nova aquisição é Diego Forlan, eleito o melhor jogador da copa do mundo de 2010, que agora é jogador do Internacional de Porto Alegre. Ronaldinho é jogador do galo, Felipão técnico do Palmeiras e Luxemburgo do Grêmio. Todos esses nomes tem algo em comum: salários estratosféricos que são bancados por planos de marketing, que acabam, por fim, só aumentando as dívidas dos clubes brasileiros . Até que ponto essas contratações são viáveis?

Felipão e Luxemburgo carregam suas carreiras por feitos passados, o que elevam seus salários e suas respectivas multas rescisórias. O primeiro chega a uma final da copa do Brasil depois de muitos insucessos no Palmeiras, o qual já teria sido mandado embora não fosse o peso que carrega no cenário nacional como técnico. Luxa foi decadente no Atlético Mineiro, conseguiu uma vaga na libertadores no Flamengo mas se desgastou e agora tenta uma nova chance no Grêmio. Felipão fatura cerca de 3.600.000 euros por ano enquanto que Luxemburgo 450 mil por mês. Quanto aos jogadores os honorários são ainda maiores e muitas vezes o resultado em campo não corresponde ao salário ganho. Um jogador de futebol merece ganhar mais que um professor? Essa não é nem a questão que quero entrar, mas o que devemos entender é o péssimo planejamento dos clubes brasileiros em especial do Botafogo, clube que não ganha um título importante a muito tempo, possuí a maior dívida dentre os clubes nacionais e mesmo assim banca a contratação de Seedorf, a qual irá pagar sem ajuda de terceiros. Seria essa a solução para o time? O marketing será suficiente para cobrir os custos, e mais importante, o jogador corresponderá em campo?

Essas questões são respondidas com o tempo, o que não justifica o quanto esses profissionais ganham com salários, luvas, direitos de imagem e multa rescisória. O futebol está inflacionado e o mercado brasileiro valorizado, contudo somos tolos de achar que temos cacife de bancar tais contratações. Seja o Felipão ou quem quer que seja o treinador ou jogador, exageramos nos valores pagos e entramos em um ciclo de dívidas eternas para os clubes nacionais. segue acima a lista dos times mais endividados do Brasil:

Concluí- se disso tudo dois pontos fundamentais: Os clubes brasileiros não sabem planejar suas equipes, e são utópicos ao acharem que um ou outro nome é a solução de todos os problemas; E segundo ganham muito mais que outras profissões muito mais importantes para o crescimento do Brasil, contribuem para desigualdade social e infelizmente só tendem a inflacionarem cada vez mais.

Espero que Seedorf e Forlan façam grandes campanhas em seus novos clubes, mas pelo salário que irão ganhar, com um planejamento adequado seria possível se formar uma equipe campeã. Quem viu o filme '' O homem que mudou o jogo'' protagonizado por Brad Pitt, sabe disso. O filme conta a história de um manager de uma equipe mediana de baseball que com poucos recursos, contrata um economista e elabora um time com jogadores desprezados por motivos diversos, mas que em campo contribuem para formar um time campeão. Isso ocorre no futebol também, basta abrirmos os olhos e veremos quantos jogadores dispensados por motivos irrelevantes, que são baratos e que podem trazer grandes retornos. Será que um dia o futebol mudará sua visão também? É esperar para ver...

Nenhum comentário:

Postar um comentário