Começou com um protesto contra os 20 centavos de aumento na tarifa de ônibus, alguns despertaram, pararam as ruas de São Paulo, foram vistos como arruaceiros criticados pelo depois arrependido Arnaldo Jabor, definidos pela mídia como causadores do caos na Avenida Paulista, aparentemente sem motivo. Foi então que realmente despertou boa parte da população incluindo Jabor, para uma causa muito maior que os ‘’meros 20 centavos’’ de aumento, questões como a PEC 37(Até então pouco conhecida pela população), protestos contra a corrupção, vaias ao governo Dilma, desprezo pelos gastos públicos na copa do mundo protelando questões mais relevantes e há tanto tempo reivindicadas pelo povo brasileiro, educação e saúde.
Em plena Copa das Confederações, momento que o povo esquece os problemas do Brasil, faz vista grossa a corrupção e se une para torcer pela seleção dos canarinhos, o foco pela primeira vez na história desse país, citando o senhor que nada sabe do mensalão, foi à política e o futebol foi deixado em segundo plano. A copa do mundo, olímpiadas e afins são usados como escudo pelo governo para mascarar os gastos públicos e transmitir uma imagem para o mundo de que o Brasil caminha a passos largos rumo ao desenvolvimento das grandes nações, mas somos nós brasileiros que sabemos realmente as questões que importam e que irá de fato revolucionar esse país.
O Brasil precisava de uma manifestação como essa, pois o descaso do governo, os inúmeros casos de corrupção, e o pouco investimento em obras educacionais de saúde são compensados com políticas paliativas como bolsa escola e família. A população que se beneficia desses programas, é a que mais precisa de mudanças, contudo olha o passado triste que viveu e vê nessas pequenas melhorias do governo já um grande avanço, por isso que votam cegamente em políticos como Lula e sua sucessora Dilma, pois é caros cidadãos, ainda vivemos na época do voto de cabresto, em que uma alimentação aqui e um carinho ali garantem o voto para esse ou aquele político.
Esse 1/3 da população ainda dorme deitado eternamente em berço esplêndido convencido pelo outro 1/3 da população que se beneficia da corrupção e de programas como a PEC 37. O 1/3 que realmente despertou e vai para a luta precisa despertar a parte que ainda não acordou para que ai sim possa fazer a diferença não só agora com esses protestos, mas na época das eleições. Se eles estão contentes com as melhorias propostas pelos governantes que nós sejamos os responsáveis por avisa- los que eles podem muito mais, que o Brasil pode ter todas essas condições e se veja livre dos reais bandidos desse país.
Por fim, para que os protestos tenham real significado tem que ter uniformidade nas causas, pois ainda há uma disparidade muito grande das reivindicações propostas pela população. Abaixo assinada é uma boa forma de que as medidas que realmente estão em acordo com a população sejam levadas ao congresso e aprovadas. E que esse espírito permaneça não só uma ou duas semanas, mas esteja presente nas eleições combatendo a influência gerada pelas mídias corporativistas, abrindo os olhos de todos os brasileiros, para que por fim o gigante desperte.
CineFutpédia, um blog criado para discutir e avaliar conteúdos diversos com foco sobre temas cinematográficos e do mundo futebolístico. Para quem é fã de cinema ou futebol, ou para os que sao iguais a mim, amantes dessas duas paixões venham conhecer opinar e se divertir neste mais novo blogg. Publicações todas as quartas- feiras
terça-feira, 18 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Publicidade infantil: Abusivo ou simples exercício de função?
Caros leitores, hoje decide escrever sobre um tema diferente do mundo futebolístico, sobre publicidade infantil e a censura que
cerca esse tema.
Há uma discussão pertinente que se arrasta a mais de dez anos no Congresso Nacional, o projeto de Lei 5.921/01, que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta a publicidade dirigida a adolescentes. Desde 2006, os anúncios de alimentos para crianças não podem encorajar o consumo excessivo de alimentos e bebidas, ou menosprezar a alimentação saudável ou apresentar produtos que substituam refeições. Por conta disso empresas como o Mc Donalds tiveram que adaptar seus cardápios para 600 calorias, de acordo com o recomendado pela organização mundial da saúde. O problema é o Mc lanche feliz vem acompanhado de um brinquedo, o que gerou um processo de R$ 3 milhões do PROCON SP alegando publicidade abusiva.
A responsabilidade que cabe a órgãos como Alana, Conar ou mesmo PROCON, é de defender, orientar consumidores e prezar por seus direitos e deveres. No caso cabe ao PROCON apenas julgar atos irregulares cometidos pelas empresas, de acordo com determinações estabelecidas por órgãos como Alana e Conar. O termo publicidade abusiva é o que vem condenando as propagandas infantis na TV ou mesmo o apelo emocional que o mc lanche feliz tem com a presença de um brinquedo. Um tanto quanto exagerado tais medidas, porque sendo assim deveríamos condenar também o kinder ovo, que incentiva a compra por conta das surpresas, ou os ovos de páscoa com lembranças dentro.
Essa ação julgada e condenada pela PROCON é incabível em um país que se diz democrático e com liberdade de expressão. Os brinquedos fazem parte de ações de marketing, elaboradas por profissionais de promoção de vendas que estudaram anos planejando tais ações para agora serem proibidas. Obesidade infantil, filhos mimados cheios de presentes não são culpa das propagandas, mas sim da fragilidade de seus pais, esses sim, impossibilitados de dizer não aos pedidos incessantes de seus filhos se rendem e compram bolachas, hambúrgueres entre outros condenados pela OMS.
O que não percebem, no entanto, é que impedindo essas propagandas não impedem a influência gerada ás crianças, influenciadas em grande parte pelo comportamento de seus pais. Dessa forma mesmo que um menino não se interesse por um mc lanche feliz por não possuir um brinquedo dentro, ao ver o seu pai consumindo um belo Bic Mac, a influência se mantém a mesma, provando que os atos paternos são tanto ou mais impactantes do que as chamadas propagandas abusivas. Se for para ser assim, que o Brasil se declare de vez uma ditadura e proíba toda e qualquer publicidade, pois aparentemente, o cidadão brasileiro é incapaz de discernir e tomar decisões por conta própria. Que o governo decida, portanto nossas refeições e hábitos, ou se cale de vez e deixe a liberdade de expressão solta.
cerca esse tema.
Há uma discussão pertinente que se arrasta a mais de dez anos no Congresso Nacional, o projeto de Lei 5.921/01, que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta a publicidade dirigida a adolescentes. Desde 2006, os anúncios de alimentos para crianças não podem encorajar o consumo excessivo de alimentos e bebidas, ou menosprezar a alimentação saudável ou apresentar produtos que substituam refeições. Por conta disso empresas como o Mc Donalds tiveram que adaptar seus cardápios para 600 calorias, de acordo com o recomendado pela organização mundial da saúde. O problema é o Mc lanche feliz vem acompanhado de um brinquedo, o que gerou um processo de R$ 3 milhões do PROCON SP alegando publicidade abusiva.
A responsabilidade que cabe a órgãos como Alana, Conar ou mesmo PROCON, é de defender, orientar consumidores e prezar por seus direitos e deveres. No caso cabe ao PROCON apenas julgar atos irregulares cometidos pelas empresas, de acordo com determinações estabelecidas por órgãos como Alana e Conar. O termo publicidade abusiva é o que vem condenando as propagandas infantis na TV ou mesmo o apelo emocional que o mc lanche feliz tem com a presença de um brinquedo. Um tanto quanto exagerado tais medidas, porque sendo assim deveríamos condenar também o kinder ovo, que incentiva a compra por conta das surpresas, ou os ovos de páscoa com lembranças dentro.
Essa ação julgada e condenada pela PROCON é incabível em um país que se diz democrático e com liberdade de expressão. Os brinquedos fazem parte de ações de marketing, elaboradas por profissionais de promoção de vendas que estudaram anos planejando tais ações para agora serem proibidas. Obesidade infantil, filhos mimados cheios de presentes não são culpa das propagandas, mas sim da fragilidade de seus pais, esses sim, impossibilitados de dizer não aos pedidos incessantes de seus filhos se rendem e compram bolachas, hambúrgueres entre outros condenados pela OMS.
O que não percebem, no entanto, é que impedindo essas propagandas não impedem a influência gerada ás crianças, influenciadas em grande parte pelo comportamento de seus pais. Dessa forma mesmo que um menino não se interesse por um mc lanche feliz por não possuir um brinquedo dentro, ao ver o seu pai consumindo um belo Bic Mac, a influência se mantém a mesma, provando que os atos paternos são tanto ou mais impactantes do que as chamadas propagandas abusivas. Se for para ser assim, que o Brasil se declare de vez uma ditadura e proíba toda e qualquer publicidade, pois aparentemente, o cidadão brasileiro é incapaz de discernir e tomar decisões por conta própria. Que o governo decida, portanto nossas refeições e hábitos, ou se cale de vez e deixe a liberdade de expressão solta.
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